quinta-feira, 6 de maio de 2010

Doug Aitken





Eu escolhi o Doug Aitken porque eu gostei muito dos trabalhos dele que eu pesquisei no google. Ele tem um obra no Inhotim que foi a mais interessante que eu achei, ela é chamada “Sound Pavilion”, é uma instalação permanente localizada num pavilhão idealizado pelo artista, com formato circular e fechamento de vidro que está há apenas um ano lá. Ele proporciona a nós a experiência de escutar o som do interior da Terra em tempo real. No centro do pavilhão, num furo no solo de 200 metros de profundidade, foram instalados microfones de alta sensibilidade, que captam diferentes freqüências de som.
O Tema central, mas não exclusivo dos seus trabalhos, é a exploração da relação entre o indíviduo e aquilo que o rodeia, um tema tradicional que Aitken renovou, com originalidade e força.
Aitken ficou reconhecido pelas suas obras de video-instalação multi-ecrã como “Electric Earth” que eu admirei muito, e esta obra ganhou o prêmio internacional da Bienal de Veneza em 1999.
Ele aplica aquilo a que ele chama de “Broken Screen”, os diferentes ecrãs são utilizados de forma a expandir os limites do cinema enquanto meio, dando a hipotese ao observador em escolher o ponto de vista que quer tomar, fazendo da obra uma espécie de imagem refratada de uma realidade como aquela de um caleidoscópio.
Eu achei muito interessante o trabalho das imagens e principalmente o movimento que elas criam no espaço em que está inserido, acho importante poder ter vários pontos de vista; mas sua obra tem como limite as projeções que poderiam ser mais interativas, ele poderia fazer com que sua obra só iniciasse a partir da atitude de uma pessoa em fazer algum movimento, assim ela não estaria funcionando quando ninguém estivesse na sala, e seria mais surpreendente na minha visão ter que descobrir como “fazer funcionar” as obras.

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